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PRINCIPAIS PERGUNTAS SOBRE A VIDA APÓS A MORTE

Algumas das perguntas mais comuns feitas sobre a vida após a morte.

Para onde a alma vai após o desencarne?

Isso depende do nível de consciência de sua alma. Pessoas mais apegadas à matéria, presas a paixões materiais, fixadas nos limites do mundo e de sua própria personalidade, muito ligadas aos prazeres materiais, geralmente ficam presas dentro do nível da crosta terrestre. O mesmo ocorre com pessoas mesquinhas, avarentas, egoístas, arrogantes, raivosas, ressentidas, ansiosas, angustiadas, carentes, gananciosas, etc. Pessoas que manifestam sentimentos primitivos, animalizados, costumam permanecer nos níveis inferiores, e tentam experimentar novamente seus apegos terrestres. Pessoas desprendidas, puras, sinceras, de bom coração, compassivas, humildes, tranquilas, amorosas, ao contrário, podem se elevar para os níveis superiores, e lá permanecer um período maior. A noção de um lugar ou espaço físico é imprecisa, inexistente, e só faz sentido para nossa mente presa aos aspectos do mundo. No plano espiritual não existe espaço, há apenas estados de consciência ou planos do ser.

Existem incontáveis níveis de consciência em todo o cosmos, e cada pessoa é atraída para o estado de ser que mais tem afinidade. Da mesma forma que um alcoólatra é atraído para um bar onde pode beber; um adolescente baladeiro é atraído para uma boate; um homem de ciência é atraído para um laboratório; um artista para um museu ou locais onde possa apreciar obras de arte; assim também cada alma é atraída para as esferas que guardam correspondência com suas vibrações, desejos, aspirações e afinidades.
Pessoas que são afeitas à escuridão, após a morte voluntariamente se deslocam para a escuridão. Pessoas que são da luz naturalmente são atraídas para a claridade, a transparência e a energia elevada da luz. Cada pessoa pode descobrir para onde vai após a morte, basta entender onde estão seus desejos, suas afinidades, seus gostos, etc. Aqueles que desejam ir para a luz devem, a partir de agora, fazer de toda a sua vida e seus atos um testemunho da luz.

O espírito sente saudade dos seus parentes encarnados, como pai, mãe, filho, irmão etc?

Sim, os espíritos sentem saudade de seus afetos e anseiam pelo momento de reencontra-los. No entanto, os espíritos primitivos e apegados sentem que dependem de outras pessoas e sofrem com sua ausência. Os espíritos mais elevados, apesar de sentirem saudade, não se torturam com a separação momentânea, pois eles cultivam o amor incondicional. O amor incondicional sabe esperar, não existe posse, não necessita da presença física para se estabelecer. Um ser que ama de verdade pode esperar 1000 anos pelo ser amado e não sofrer com isso. Os espíritos mais primitivos, apegados e vazios, por seu lado, não passam alguns dias longe do seu afeto sem sofrer e se torturar pela sua ausência.
O amor de verdade quer o outro por perto, mas não necessita do outro, não precisa do outro para poder existir, poder estar bem, poder ser feliz. Como diz Paulo de Tarso: “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (Corintios 1,13).
O amor apegado (se é que podemos chamar de amor), sente-se incompleto com o afastamento do outro. Ele anseia pelo outro para que possa se sentir preenchido. O apego a pessoas é frequentemente um motivo de prisão do espírito ao mundo. O espírito aspira sua libertação, mas quando ele está dependente de alguém, essa libertação não ocorre, e a alma pode até mesmo se tornar um obsessor daquele que acredita amar.

O que significa sonhar com um parente falecido?

Os sonhos muitas vezes são lembranças das atividades da alma quando esta se desprende do corpo durante o sono. Sonhar com pessoas falecidas pode sinalizar um encontro espiritual de ambos. Nesse caso, é importante prestar atenção em como a alma se apresenta. Se a alma aparece triste, com semblante fechado, com raiva, ou com outras características hostis ou negativas, isso pode significar que ela não realizou de forma favorável a transição, ainda tem apegos materiais e pode estar encarcerada a esses sentimentos grosseiros. Ao contrário, se a alma se apresenta bem, feliz, pacífica, com boas vibrações, sorridente, envolvida em luz ou vestida com uma roupagem branca, esse pode ser um retrato do seu estado espiritual e de sua capacidade de libertação do plano terreno.
Quanto maior for a nossa libertação da matéria e das pessoas melhor estaremos no plano espiritual. O contrário também é verdadeiro: quanto mais presos e apegados estivermos a coisas, nomes, formas e pessoas, mais difícil e sofrida será nossa passagem. É como um viajante que gostou muito de uma cidade e não deseja mais sair de lá… Quanto maior for seu apego a esse local, mais sofrida será sua partida e mais dolorosa a sua estadia longe. Por isso, pessoas muito ligadas ao mundo tendem a ser infelizes no plano espiritual e podem permanecer em zonas inferiores.

Há pessoas que ficam desejando sonhar toda noite com seus entes queridos já desencarnados. Devemos advertir que isso não é algo que ninguém deva almejar. Sonhar sempre com um desencarnado pode ser um sinal de que esse espírito está preso à Terra e ligado a nós, talvez como um obsessor espiritual. É muito comum sonharmos uma ou duas vezes com pessoas que passaram recentemente pela transição. Isso é natural e aceitável, pois muitos espíritos desejam despedir-se das pessoas que amam e usam a via dos sonhos para esse encontro. Uma última visita em sonho ocorre com várias pessoas e é algo normal, humano e saudável. Muitas vezes o encarnado não tem consciência de que se encontrou com o desencarnado. No entanto, sonhar repetidas vezes com nossos entes queridos é um indicativo claro de apego dos dois lados, e pode assinalar um processo obsessivo já estabelecido. Os sonhos não devem ser utilizados como forma de alimentar nossos apegos aos entes queridos falecidos.

Como saber se uma pessoa desencarnada está bem ou mal no plano espiritual?

Para responder essa pergunta é preciso esclarecer que não existe “estar bem” ou “estar mal” no plano espiritual. O estado positivo ou negativo nos planos imateriais é um reflexo da natureza de uma alma e do seu estado de elevação e libertação. No plano físico a ideia de estar bem ou estar mal faz sentido. Reconhecemos que estar bem é estar devidamente servido em quesitos básicos de sobrevivência, como ter estabilidade material, dinheiro, conforto, fazer o que gosta, ter saúde física e mental, ter nossas necessidades supridas e estar satisfeito com a vida que se leva. Todas essas são condições físicas que nos sustentam materialmente, nos dão conforto e estabilidade para vivermos nossa vida. No entanto, no plano incorpóreo, não existem condições externas que dão suporte ao espírito.
Ao atravessar o limiar da vida e da morte, a alma perde todos os alicerces externos e passa a ser exatamente aquilo que ela é. Sua natureza interna aparece com toda a clareza e ela passa a manifestar aquilo que estava oculto. No plano físico existem muitas formas de uma pessoa dissimular seu interior.
Um homem arrogante pode fingir ser humilde; um homem egoísta pode fingir ser muito caridoso e doar grandes somas em dinheiro para instituições; um homem pode fingir honestidade e ser ladrão e mentiroso; pode também fingir felicidade diante de todos, mas sentir-se profundamente infeliz.
Podemos enganar outras pessoas quando estamos no mundo, mas jamais podemos mascarar qualquer coisa e ludibriar alguém após a morte. No plano espiritual ninguém pode dissimular nada: as almas manifestam com total limpidez aquilo que são. Por isso, a pergunta que se faz sobre a alma estar bem ou mal no plano espiritual não faz sentido.
 
O espírito se encontrará bem se ele for bom, e se encontrará mal se ele for mau. Ele será luz se existir luz em si, e será escuridão caso seu interior seja obscuro. Ele estará bem se for uma alma pura, e estará em sofrimento se for uma alma atormentada. A alma expressará exatamente aquilo que ela é e o que plantou em suas múltiplas existências terrenas.
Após a morte, a alma não pode jamais sentir-se bem se não tem esse bem dentro de si. Nos termos da Psicologia, podemos dizer que o inconsciente e o consciente passam a ser um só, não havendo mais divisão entre ambos. Por esse motivo, ao chegarem no plano espiritual e sentirem exatamente como são, as almas anseiam pela reencarnação para que possam se purificar e aprender. Esse inclusive é um estímulo muito importante para que a alma manifeste seu intento de retornar e refazer sua vida, para que possa se depurar e eliminar todas as impurezas do seu ser. Diante dessas explicações, aqueles que desejam saber como está seu ente querido ou amigo após a morte, basta que se lembrem de como ele foi em vida, que tipo de pessoa ele era e qual o grau de pureza, simplicidade e desprendimento de sua alma.

O espírito vem nos visitar com frequência, ou ele fica no plano espiritual?

Visitas espirituais podem ocorrer algumas vezes, quando as almas possuem um laço amoroso mais estreito. No entanto, os espíritos têm tarefas a desempenhar no plano espiritual. Ao contrário do que muitos pensam, eles não vivem em função dos encarnados e nem da vida na matéria. Eles possuem suas próprias atribuições espirituais, algumas das quais chegam a ser incompreensíveis para nós. Por isso, eles não podem ficar vindo nos visitar a todo momento. Os encarnados estão na mesma condição: eles não devem ficar pensando a todo momento nos desencarnados, pois necessitam prosseguir suas vidas normalmente.
Aqueles que perdem um tempo precioso de sua existência pensando nos que partiram, além de estarem prejudicando o espírito, estão prejudicando a si mesmos, pois deixam de viver suas vidas. A sabedoria da Bíblia nos diz que cada coisa tem seu tempo. Há o tempo de semear e o tempo de colher. Haverá também o tempo do reencontro com nossos entes queridos, logo após o desencarne.
Mas enquanto isso não acontece, devemos viver na Terra e colher o aprendizado de suas experiências. A pessoa que fica pensando mais no falecido do que em sua própria vida, acaba não vivendo nem com o espírito e nem vivendo sua vida. Assim, perde sua encarnação e pode ter que refazer certas provas numa vida futura.

Nossos parentes falecidos, quando se tornam espíritos, podem voltar e nos ajudar nas situações difíceis da vida?

Sim, isso pode ocorrer algumas vezes, quando a eles é outorgada a missão de se tornarem nossos guias espirituais. Alguns deles, quando mais puros em espírito, podem ficar próximos, nos auxiliando, nos instruindo, nos dando força e alento. No entanto, eles não podem interferir em nossa vida e em nossas escolhas. Podem apenas, de vez em quando, nos transmitir um sopro revigorante, nos doar vitalidade, nos inspirar coragem e nos insuflar pensamentos positivos. Mas não podem jamais decidir por nós, nos proteger de tudo ou “facilitar” as coisas. Eles devem permitir que experimentemos as provas que são necessárias ao nosso despertar espiritual.

Podemos orar pelas pessoas que amamos que já desencarnaram?

Já mencionamos esse tópico no texto “Assistência após a morte”. Sim, podemos orar pelos falecidos, principalmente quando eles acabaram de desencarnar. Logo após a morte, o espírito pode ainda se encontrar perturbado, desorientado, sem saber o que fazer e como assimilar o novo e grandioso mundo pós-morte que se abre. Nesse momento, uma oração realizada com amor e desprendimento pode ser um tônico e uma luz que o guiará na escuridão, além de lhe dar a sensação de não estar sozinho. No entanto, conforme vão se passando as semanas, os meses e mesmo os anos, a oração repetida acaba não sendo uma boa escolha. Ficar orando o tempo todo pode representar uma atitude de apego ao desencarnado.

Certa vez uma mãe me disse que ficava orando todos os dias, por 5 meses seguidos, pela sua filha que desencarnou. Eu perguntei a ela como estava sendo essa oração. Ela me confidenciou que sentia muito a falta da filha, que não admitia sua morte e que a oração era uma forma dela se sentir mais próxima da alma da menina. Esse caso mostra como a mãe estava, na verdade, orando para satisfazer uma necessidade sua e não da filha. Na medida em que ela orava diariamente, ela buscava diminuir a distância que a separava da alma da filha.
Na verdade, a oração tinha como motor nada mais nada menos do que um puro apego de sua parte. Isso não é saudável nem para o encarnado e tampouco para o desencarnado. Por isso dizemos que a oração deve ser sempre desprendida, sem apego, sem posse, e não deve ser repetida, insistente e apegada, mas sempre desprendida. A oração é mais eficaz logo após o desencarne do espírito, mas nas semanas e meses após o desencarne, ela se torna inexpressiva e apenas um efeito do nosso apego.

É verdade que chorar muito a morte de um falecido pode prejudica-lo e atrapalhar sua ida ao plano espiritual?

Algumas pessoas afirmam que não devemos chorar a morte de nossos entes queridos e amigos, pois se assim fizermos, estaremos os atrapalhando e prejudicando durante sua transição e também quando estiverem no plano espiritual. Essa ideia, apesar de ser bastante difundida e tomada como verdade por muitos, não é exatamente verdadeira. O choro, por si só, não tem o poder de fazer algum mal ao espírito recém desencarnado. O pranto derramado após a passagem de pessoas que muito amamos é natural e não deve ser evitado ou reprimido.
Se uma pessoa fica contendo seu choro, esse sentimento fica preso dentro dela, e isso sim pode prejudicar não apenas o encarnado como o desencarnado. Isso ocorre porque um sentimento reprimido em nosso peito vai gerar muito mais sofrimento a longo prazo, o que fará com que a pessoa fique pensando no espírito por mais tempo e projetando no desencarnado esses sentimentos desarmônicos de tristeza, pesar, angústia, etc. Mas o choro intenso, logo após a morte, nos ajuda a descarregar toda a emoção, e nos dá uma sensação de alívio e libertação.
É muito importante chorar e botar tudo pra fora, pois aquele que fica guardando suas dores dentro de si só aumentará seu sofrimento, e nesse caso sim, poderá prejudicar a si mesmo e o recém desencarnado. Portanto, chore… Não tenha receio de chorar e colocar toda a carga para fora. Não é o choro em si que prejudica os desencarnados, mas o apego com clamores de retorno. Ficar pensando fixamente no espírito, desejando que ele retorne, torcendo para ele fique conosco e reapareça.
A não aceitação da morte e a revolta pelo desencarne. Isso sim pode prejudica-lo. Mas o ato de chorar, quando representa uma catarse, ou seja, uma liberação das emoções retidas, não deve ser evitado. Quando a pessoa chora tudo que tem que chorar, seu emocional se alivia e fica muito mais fácil de superar esse momento difícil e não ficar irradiando energias pesadas ao espírito. No entanto, há algo que devemos prestar atenção.
Quando o choro se perpetua pelos meses seguintes e passa a ocorrer com frequência, esse pode ser um choro de apego e não um choro de descarga emocional. No caso de ser um choro de apego, ele pode sim prejudicar o espírito, se não é um espírito elevado. Um choro excessivo e prolongado pode ser um sinal de forte apego.
O choro de descarga pode durar até um mês, no máximo dois meses. Mais do que isso já passa a ser um choro de apego ou um choro de dependência emocional. A pessoa que apresenta esse sintoma pode buscar um tratamento espiritual ou mesmo uma psicoterapia.

Autor Hugo Lapa
Energia Reiki

 
 
 
 
 
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